Gentle Giant – The Power And The Glory

Banda pouco conhecida aqui no Brasil, mas com certeza uma raridade, pois seus músicos eram muito bons e acima de tudo ousados. Lembro-me que ouvia muito esse álbum em minha infância, mas com o tempo me desliguei e descobri a pouco tempo a qualidade dessa banda.
“Proclamation” é uma música sombria ao seu início mas que ganha uma levada fantástica com baixo e bateria irretocáveis, com certeza seria uma das mais tocadas se rolasse nas rádios atualmente. Melodia agradabilíssima.
“So Sincere” é sem dúvida a música que eu gostaria de ter composto, pois ela começa com um violino intermitente, saxofone e um baixo bem arranhado, nada convencional até a entrada dos vocais que são menos convencionais ainda, pois não tem ligação alguma com o instrumental a não ser no momento do refrão que sempre acaba grudando em minha mente. Genial.
“Aspirations”, certamente o pessoal do “Belle and Sebastian” devem ter ouvido essa música, pois a melodia e fantástica, teclado simples e vocal masculino bem tranqüilo, tem um refrão fantástico e ao mesmo tempo muito triste.
“Playing The Game” trata-se de outra grande música com um riff de guitarra espertíssimo acompanhado por uma competente “cozinha”(baixo e bateria) e certamente outro grande hit, pois tem todas as linhas agradáveis e viradas pra animar de maneira contida a quem ouve, se trata de música de qualidade muito bem trabalhada, mas acessível a ouvidos mais desatentos.
“Cogs In Cogs”, sintetizadores completamente malucos acompanhados de uma simetria insana em seu todo. Vocais desesperados, guitarra triunfante e sintetizadores perdidos estrategicamente. Muita ousadia e qualidade acima de tudo.
“No God´s A Man” mostra o quanto pode-se criar com a música, aqui trata-se de duas linhas vocais completamente, mas sempre se interligando aos versos finais criando uma sensação indescritível ao sentir-se a emoção incontida em todo a execução. Sem mais comentários, só ouvindo mesmo para se ter uma opinião própria.
“The Face” começa com baixo e guitarra confrontando e abrindo um caminho interessante ao violino caindo numa batida totalmente dançante sem excessos, vocais bem trabalhados e ao mesmo tempo sem enfeite algum. Com direito a solo de violino e de guitarra fantásticos. Gosto da idéia central de se deixar a falsidade de lado e mostrar-se realmente, sensibilizado pela melodia.
“Valedictory”, é incrível como as bandas dos anos 70 conseguiam criar riffs magníficos, tão simples e diretos e inconfundíveis, tenho sérias dúvidas em relação a música desses tempos, qual seria o segredo? Por que tudo decaiu tanto nos dias de hoje, sendo que temos mais tecnologia para fazer muito mais? Acho que dá pano para outro texto relacionando a música feita com tecnologia e a feita com sentimento.
Bom, vamos a música: cria momentos muito diferentes dentro dela sendo que se tem a impressão de sempre se estar ouvindo a outra música, vocais sintetizados, momentos dramáticos totalmente a flor da pele, teclados e guitarras e harmonia desconexa. Perfeito.
Escrito por Leo às 12h41
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