GENTLE GIANT - História

 

Formado em 1969, o Gentle Giant se transformaria em uma das bandas mais cultuadas na primeira metade dos anos 70. Um pouco próximo aos estilos Yes e King Crimson, sua sonoridade é única, misturando o Hard Rock e a Música Clássica, com um vocal que se aproximava do Medieval.

O Gentle Giant nasceu a partir da banda Simon Dupree & The Big Sound que tocava R&B liderada pelos irmãos Derek, Ray e Phil Shulman. Após mudar para o psicodélico em 1967 e conseguiu seu único maior sucesso com "Kites", como Gentle Giant, o grupo abandonou o estilo R&B e psicodélico e adiquiriu o estilo que seria marca do grupo. Derek (Voz, Guitarra e Baixo), Ray (Baixo e Violino) e Phil(Saxofone), completando vieram Kerry Minnear (Teclados), Gary Green (Guitarra) e Martin Smith
(Bateria) – em três anos passam pelo grupo vários bateristas.

Em 1970 eles assinam com o selo Vertigo e o Gentle Giant lança seu primeiro disco homônimo –mesclando o rock e os instrumentos elétricos com elementos clássicos -, ainda naquele ano. Seu segundo disco foi lançado em 1971 e é levemente mais acessível (este disco traz o famoso gigante que seria a partir deste disco marca do grupo).

O terceiro disco, Three Friends de 1972, traz o novo baterista Malcom Mortimore. Este disco foi o primeiro a ser lançado nos EUA (pela Columbia). O terceiro disco, Octopus de 1973, o grupo encontra um equilíbrio entre o Hard Rock e a música clássica que teve boa receptividade de crítica e manteve seu público fiel. Neste disco John Weathers subistitui Mortimore (que sofrera um acidente de moto e não pôde seguir com o grupo) e Phil Shulman prepara sua despedida.

Em 1974, mesmo com o sucesso do Gentle Giant, Phil Shulman decide deixar o grupo após a turnê de "Octopus"para virar professor. O grupo grava "In a Glass House", após dois anos fora da lista de lançamentos de seus discos nos EUA (considerando seus discos não-comerciais), o Gentle Giant lança pela Capitol o seu sexto disco "The Power and The Glory" em 1975.

O Gentle Giant lança em 1976 "Free Hand", um dos seus discos mais comerciais, mas por outro lado seguem com o experimental "Interview". Após o álbum duplo "Playing The Fool" de 1978, o grupo perece que quis mudar resultando numa série de discos visando o mercado pendendo para a onda disco, mas no final dos anos 70 sua popularidade estava em queda livre. Então sem motivos para continuar o Gentle Giant lança Civillian em 1980 e anuncia seu fim no mesmo ano.

Ray Shulman dedicou-se a produção e consegue considerável sucesso na Inglaterra trabalhando com bandas como Sundays e Sugarcubes, enquanto Derek Shulman monta uma companhia executiva em Nova Iorque.



Escrito por Leo às 12h53
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Renaissance – “Prologue                               .....


Ao ouvir mais uma vez a este álbum, percebi que é muito difícil se conter diante de tanta beleza vocal e instrumental. Annie Haslam está perfeita trabalhando sua técnica de canto lírico associada a temas um pouco mais experimentais e longe da tradicional ópera. O Renaissance(formado em Bolton, Inglaterra) foi uma banda curiosa, lançou seu primeiro álbum e ao ver pouca perspectiva para aquela nova criação, música experimental ainda com vocais masculinos, acabou gerando uma outra formação completamente diferente, apenas com Mick Dunford, pois os músicos anteriores desistiram e se ligaram a outros projetos.

Aí nascia um dos grandes álbuns da música chamada progressiva: “Prologue”, lançado em Julho de 1972.

A faixa título abre com uma qualidade assustadora, sem letra alguma, tem momentos teatrais de tranqüilidade e desespero mostrando o quanto era poderosa a voz da estreante Annie Haslam, trabalhando várias oitavas.

“Kiev” é pra mim uma faixa tristíssima, ao relatar as lembranças de um velho homem que deixou uma imagem de cruelada, mas comum a todos na hora de sua morte em sua cidade natal, instrumental quase pop, mas com embates sensacionais entre teclado e guitarra num momento mais “tenso” da música.

“Sounds Of The Sea” é bem singela, com um vocal doce acompanhado ao som das gaivotas, o título é perfeito e demonstra bem a sensação de estar sozinho ao mar com seus sonhos e pensamentos.

“Spare Some Love” segue a mesma linha da música anterior só que menos delicada com uma melodia simples e marcação de baixo bem trabalhada trazendo um sentimento musical de “levitação” ao conectar todos os instrumentos e o vocal perfeito de Annie.

“Bound For Infinity” introdução em piano clássico criando uma linha seguida por todos os outros instrumentos em total harmonia, assusta pelo entrosamento da banda em todas as execuções até aqui, coisa pouco vista hoje em dia.

“Rajah Khan” começa com um riff estrondoso de guitarra anunciado a música mais agressiva e ousada do álbum, carregada por vocalizações, pois trata-se de mais uma música apenas instrumental e considero um dos momentos mais emocionantes a parte em que a guitarra se sobressai levando a um clima totalmente dinâmico quebrando a idéia clássica inicial da música ao entrar os teclados. Simplesmente perfeita.

Este está com certeza entre os 10 álbuns mais importantes em minha vida e que servem de influência em muitos dos meus trabalhos.



Escrito por Leo às 12h53
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Gentle Giant – The Power And The Glory


Banda pouco conhecida aqui no Brasil, mas com certeza uma raridade, pois seus músicos eram muito bons e acima de tudo ousados. Lembro-me que ouvia muito esse álbum em minha infância, mas com o tempo me desliguei e descobri a pouco tempo a qualidade dessa banda.

“Proclamation” é uma música sombria ao seu início mas que ganha uma levada fantástica com baixo e bateria irretocáveis, com certeza seria uma das mais tocadas se rolasse nas rádios atualmente. Melodia agradabilíssima.

“So Sincere” é sem dúvida a música que eu gostaria de ter composto, pois ela começa com um violino intermitente, saxofone  e um baixo  bem arranhado, nada convencional até a entrada dos vocais que são menos convencionais ainda, pois não tem ligação alguma com o instrumental a não ser no momento do refrão que sempre acaba grudando em minha mente. Genial.

“Aspirations”, certamente o pessoal do “Belle and Sebastian” devem ter ouvido essa música, pois a melodia e fantástica, teclado simples e vocal masculino bem tranqüilo, tem um refrão fantástico e ao mesmo tempo muito triste.

“Playing The Game” trata-se de outra grande música com um riff de guitarra espertíssimo acompanhado por uma competente “cozinha”(baixo e bateria) e certamente outro grande hit, pois tem todas as linhas agradáveis e viradas pra animar de maneira contida a quem ouve, se trata de música de qualidade muito bem trabalhada, mas acessível a ouvidos mais desatentos.

“Cogs In Cogs”, sintetizadores completamente malucos acompanhados de uma simetria insana em seu todo. Vocais desesperados, guitarra triunfante e sintetizadores perdidos estrategicamente. Muita ousadia e qualidade acima de tudo.

“No God´s A Man” mostra o quanto pode-se criar com a música, aqui trata-se de duas linhas vocais completamente, mas sempre se interligando aos versos finais criando uma sensação indescritível ao sentir-se a emoção incontida em todo a execução. Sem mais comentários, só ouvindo mesmo para se ter uma opinião própria.

“The Face” começa com baixo e guitarra confrontando e abrindo um caminho interessante ao violino caindo numa batida totalmente dançante sem excessos, vocais bem trabalhados e ao mesmo tempo sem enfeite algum. Com direito a solo de violino e de guitarra fantásticos. Gosto da idéia central de se deixar a falsidade de lado e mostrar-se realmente, sensibilizado pela melodia.

“Valedictory”, é incrível como as bandas dos anos 70 conseguiam criar riffs magníficos, tão simples e diretos e inconfundíveis, tenho sérias dúvidas em relação a música desses tempos, qual seria o segredo? Por que tudo decaiu tanto nos dias de hoje, sendo que temos mais tecnologia para fazer muito mais? Acho que dá pano para outro texto relacionando a música feita com tecnologia e a feita com sentimento.

Bom, vamos a música: cria momentos muito diferentes dentro dela sendo que se tem a impressão de sempre se estar ouvindo a outra música, vocais sintetizados, momentos dramáticos totalmente a flor da pele, teclados e guitarras e harmonia desconexa. Perfeito.



Escrito por Leo às 12h41
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